Conhecendo Melhor o Shivágama Yoga
( As 10 Atitudes )

As 10 Atitudes...
 
1 - Praticar com zelo e empenho.
2 - Estudo e auto-estudo.
3 - Austeridade.
4 - Compreensão.
5 - Desprendimento.
6 - Tolerância.
7 - Questionar.
8 - Discernimento.
9 - Receptividade e afeição para com o preceptor.
10 - Desejo intenso de descobrir a Verdade.
 

1) Praticar com zelo e empenho

Somente haverá zelo e empenho quando praticamos com seriedade. Não queremos dizer que não rimos ou brincamos, mas, quando compreendemos que o Yoga não é uma mera ginástica ou diversão, e sim, a ação integrada no nosso dia-a-dia. Seja por mera curiosidade ou necessidade começamos a praticar Yoga. Diversos são os seus frutos. Um universo se abre aos nossos olhos. Uma nova energia circula em nosso organismo. Mas, com os passar dos tempos, nosso organismo se acostuma. A nossa mente se habitua e, parece que nada de novo acontece. Começamos com todo o entusiasmo e, depois, ele se esvai. Quando chegamos a este ponto, é que começa a verdadeira jornada. Por isso, que devemos ser tenazes. Nossos sentidos estavam voltados para fora, para os efeitos externos (físicos, energéticos, emocionais e mentais). Mas, o Yoga, a essência do Yoga é interna! É aprender a olhar para dentro. Em nossa mente borbulham pensamentos que geram sentimentos que se traduzem em comportamentos. Nossa atitude habitual é modificar o comportamento, com isso, só existirá conflito e contradição entre o que é, e o que deveria ser. Olhe com clareza todo o processo da vida. Perceba dentro de você as causas atrás de cada sentimento e pensamento. Perceber é olhar, é estar cônscio de cada pensamento e de toda a sua estrutura. Assim, a prática se torna reveladora - lembre-se: não praticamos em busca de qualquer ‘revelação’! Assim, ao considerar todo este processo, nasce dentro de nós o verdadeiro zelo e a energia do empenho. Lembre-se: ver claramente é agir instantâneamente. Isso é Yoga!

 

2) Estudo e auto-estudo.

Como está exposto no primeiro versículo do segundo capítulo do Yoga Sútra de Patañjali, tapas, svadhyaya, íshvara pranidhana kriyá yoga - austeridade, auto-estudo e discernimento é a ação do Yoga. No seu aspecto interno, a essência do Yoga é a jornada interior, o autoconhecimento e, o seu ponto central é o auto-estudo. Sem auto-estudo não existe avanço no Yoga. Podemos ficar mais flexíveis, elásticos, mas, tudo isso faz parte das técnicas externas do Yoga. No princípio essa prática nos chama a atenção e os seus benefícios são os nossos motivos para praticá-lo, mas, somente quando despertamos o olhar para o interno é que o verdadeiro Yoga inicia. A princípio temos o estudo, ou seja, compreender como tudo funciona, como ele atua, qual é a sua abordagem e o que temos que abordar. Tudo isso está explanado no primeiro capítulo do Yoga Sútra. Depois como é a ação do Yoga (kriyá yoga) - a prática do auto-estudo. Esse assunto está conectado com outros que iremos estudar oportunamente - auteridade, dicernimento etc. Mas, por que devemos proceder ao auto-estudo? Qual a sua finalidade? Como vamos nos libertar dos nossos problemas e sofrimentos se não conhecemos a causa verdadeira e produtora? O auto-estudo é libertador, pois, através dele passamos a reconhecer os mecanismos da mente. Da mesma forma que nos tornamos experts em nossas profissões, o auto-estudo habilitará você a conhecer a si próprio libertando-o das garras do ego.



3) Austeridade

Segundo o Dicionário Houaiss, encontramos os seguintes sinônimos para a palavra austeridade:

austereza, autarcia, autocontrole, autodomínio, bola, cabeça, circunspeção, circunspecção, comedimento, compostura, continência, critério, desafetação, despojamento, discrição, equilíbrio, frugalidade, gravidade, juízo, lhaneza, maneiras, método, moderação, modéstia, modo, naturalidade, ordem, parcimônia, ponderação, prudência, recolhimento, regra, reserva, respeito, retraimento, rigor, sensatez, senso, seriedade, severidade, simplicidade, singeleza, siso, sisudez, sobriedade, têmpera, temperança, tino, virtude, vulto; ver tb. sinonímia de restrição e vigor.

Complementando o que dissemos no item anterior temos a austeridade. Quando compreendemos dentro de nós a inconstância, da compreensão nasce a ação correta. Austeridade é rigor, é ordem dentro de nós. Habitualmente, nós pensamos uma coisa, falamos outra e fazemos outra totalmente diferente. Não há integração. Pela manhã pensamos de um jeito e a noite outro. Somos emocionais, volúveis. Influenciados pelos modismos tomamos decisões fúteis sem qualquer comprometimento real. A austeridade centra a nossa energia e combate a dispersão mental, fundamental quando praticamos Yoga. A nossa mente gera diversas formas de ilusão que nos distância mais e mais do verdadeiro objetivo do Yoga: o despertar do reto-discernimento. Somente quando ‘enxergamos’ com clareza é que existe libertação. Lembre-se: “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará”. Assim, quando conhecemos as intenções que existem por detrás de cada pensamento que temos, estamos entrando em contato com as raízes de nosso ego. Sem austeridade, a viagem interior não passa de apenas uns poucos minutos e, acabamos desistindo facilmente. “Além disso, ela (a prática) se estabelece quando prestamos atenção por um longo tempo, sem interrupção e com dedicação.” Yoga Sútra de Patañjali - Cap. I, ver. 14. Não podemos desenvolver a austeridade mas, sim, perceber como a mente é fútil, superficial e levada pelas emoções e modismos. Assim, desta clareza de percepção nasce a atitude correta. “Ela (clareza de percepção) é ilimitada pelo tempo e também o professor ancestral” Yoga Sútra -Cap. I, ver. 26. O Yoga é despertar da plena percepção e o verdadeiro mestre apenas pode dissipar as trevas para que você ‘enxergue’ e compreenda por si mesmo.

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