Conhecendo Melhor o Shivágama Yoga
( Os 10 Erros )
  

Os 10 Erros...

 
1 - Não-ouvir, Não-observar (Idiossincrasias).
2 - Mecanicidade (o corpo faz uma coisa e a mente faz outra).
3 - Inconstância.
4 - Falta de Moderação.
5 - Pressa (em obter resultados e, também, apenas visá-los).
6 - Comparação e Auto-comparação.
7 - Dúvida e Desânimo.
8 - Reclamação.
9 - Indolência (física e mental).
10 - Falta de Persistência e Determinação.
 

1) Não-ouvir, Não-observar

Como habitualmente vivemos , nós não- observamos e, muito menos ouvimos. Quando falamos em observar estamos nos referindo a simplesmente olhar, ver, perceber, estar ciente. Se observarmos como a mente funciona começamos a perceber o seu mecanismo. Funcionamos dentro de um padrão mental e, no entanto, nem temos a mínima consciência. Quando em contato com a natureza observamos toda a paisagem, as montanhas, as árvores, o céu azul, o sol, as nuvens que passam, os pássaros voando ao longe, o som de um riacho, a brisa que acaricia a pele, uma composição que passa e o som de seu apito... Existe uma totalidade e não queremos mudar as montanhas de posição ou o colorido dos pássaros. Agora, quando olhamos para dentro de nós, nos relacionando com pessoas ou situações da vida, estamos o tempo todo reagindo e, um grande esforço passa e existir dentro de nós. Se quer damos um tempo para ver, ouvir, sentir com todo o nosso ser. Controlar o que pensamos e o que sentimos. Gastamos uma tremenda energia querendo controlar, ao invés, de usar essa energia para indagar, questionar e investigar o que estamos sentindo e por que.

Ao ouvir alguém, algo dentro de nós reage instantânemente. A mente se apressa em concluir o que estamos ouvindo e planejamos a nossa resposta. Não estamos querendo com isso, criar mais um mecanismo, mas sim, perceber, conhecer, familiarizar-se com os processos mentais. Se nós nos mudamos para uma nova casa, temos que conhecer todos os cômodos. Vivemos grande parte do tempo na mente, no plano intelectual e não conhecemos como a própria mente funciona!

Ouvimos e observamos parcialmente. Quantas vezes estamos assistindo a TV e conversando com as pessoas. E, totalmente divididos, reagimos frenéticamente sem sensatez. Somos impulsivos, explosivos. Aprender a olhar, a ver, a ouvir, a sentir é de extrema importância!
Talvez, por isso, é que chamamos nosso cãozinho de melhor amigo do homem. Parece que eles são muito mais atentos que nosso próprio cônjuge, amigo ou parente. Assim, ao percebermos a sutileza, a beleza, a importância disso, algo acontece dentro de nós. Quebramos o padrão do funcionamento reativo da mente. Talvez, dure apenas alguns instantes. Isso não importa, no esforço para repetir estamos criando um novo padrão e, assim, o nosso observar e ouvir são parciais.


2) Mecanicidade (o corpo faz uma coisa e a mente faz outra).


Da hora em que acordamos até a hora de dormirmos realizamos milhares de ações cotidianas como: abrir e fechar portas, organizar objetos, realizar isto ou aquilo. Quantas vezes no caminho do trabalho temos dúvidas se realmente desligamos o ferro de passar roupas ou fogão de gás. O corre-corre diário agrava esta situação e nos torna, ainda mais mecânicos. Obviamente, precisamos muitas vezes de praticidade. Imagine um caixa de banco ou de um hiper-mercado que trabalhe como uma tartaruga. São funções que exigem agilidade e rapidez. Mas, ao mesmo tempo, a pessoa precisa estar centrada e atenta ao que está fazendo. Você conhece a estória da centopéia? Uma vez uma formiga interpela uma centopéia perguntando-lhe: -Dona centopéia, quantas perninhas a senhora tem? E, então, a dona centopéia começa a mexer uma e depois outra perninha e, de repente, ela se atrapalha toda e perde a coordenação dos movimentos. Da mesma forma se começarmos a tomar consciência das milhares de ações que executamos, nos atrapalharemos. Assim, precisamos entender a questão das infinitas ações e da mecanicidade. No primeiro caso, essas ações são reflexas. Eu já aprendi como abrir e fechar uma porta. Esta ação já está registrada em mim. No segundo caso, a mecanicidade, que faz parte do estudo de hoje. Estamos agora tratando do que acontece em nossa mente e, que se traduz em sentimentos e comportamentos mecânicos. Como a própria palavra diz existe uma acão mecânica, ou melhor, uma reação que é repetitiva, condicionada. Se detestamos um dia chuvoso, toda a vez que chove passará a existir o mesmo sentimento de desprazer. Assim, nossos cérebros estão cheios de memórias inúteis, velhas e ultapassadas que se repetem perpetuamente se não questionarmos a sua validade. Para aprofundar a nossa compreensão desta questão precisamos olhar como a mente funciona. Ela é um gravador fantástico. Está o tempo todo gravando e ouvindo as suas próprias gravações. Baseado nisto, achamos que um dia é igual ao outro, pois, temos imagens de ontem -do lugar em que trabalhamos, que moramos, das pessoas, da escola de Yoga e, hoje freqüento os mesmo locais e, amanhã e depois de amanhã. Então, tudo parece igual! Num determinado momento sinto tédio da rotina. Será que tudo é realmente igual, ou será que é a minha maneira de ver? Será que meu olhar é comparativo, seletivo? Será que eu não gerei padrões na maneira de ver a vida e, sem perceber, estou preso? Será que estou cheio de expectativas em relação a própria vida e, por isso, espero que algo de novo acontece para solucionar a minha insatisfação? Assim, quando começamos a indagar, a questionar, a olhar, neste ato de profunda observação faz quebrar o ato mecânico da mente.
Se estamos a praticar Yoga, certamente, iremos repetir a cada aula, um certo grupo dos mesmos movimentos. Assim, começamos a praticar mecânicamente. O corpo realiza os movimentos e a mente viaja na sua direção de interesse. Yoga é não-mente. Yoga é o despertar da percepção, um estado de percepção pura. Nos habituamos a estar divididos; fazendo uma coisa e pensando em outra o tempo todo. Se algo é interessante, então, momentâneamente nos absorvemos com o assunto, para tão logo deixarmos de lado.


3) Inconstância


Tem um ditado que diz: ‘Todo mundo quer ir para o céu mas, ninguém quer morrer’. Todo mundo quer conseguir resultados mas, se plantamos arroz será impossível colher milho. Ao longo de todos esses anos ministrando práticas e cursos de Yoga pude observar muitos e muitos casos como esse. Muitos praticantes têm ótimas intensões, mas, apenas intensões não são suficientes é preciso ação. Constância é fundamental e, agora, temos outro ditado: ‘Água mole em pedra dura tanto bate até que fura’. Esse é o segredo! A constância por menor que seja é melhor que nada. Queremos muitas vezes ser o máximo no Yoga em apenas uns poucos meses. Yoga é uma arte e seus verdadeiros frutos são tão internos e intrínsecos em nosso ser. A cada prática, a cada instrução, a cada aula existe coisa para aprender. Mas, o seu ego, muitas vezes se satura e ele é o verdadeiro vilão dentro de você. Nos tornamos joguetes dessa estrutura psicológica que produz toda a forma de ilusão possível. Isso é estudado no Adi Yoga (tanúkaraná)- acompanhe em futuras edições. Lembre-se: temos na prática a oportunidade do autoconhecimento e o despertar interior. A atitude devocional, realizada na consciência interior é transformadora. Assim, superado a empolgação inicial de quando começamos o Yoga, começamos, então, o verdadeiro Yoga que é interno.

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